Um levantamento do CNI – Confederação Nacional da Indústria mostra que apenas 20% das 500 mil indústrias do país estão associadas a algum sindicato patronal, configurando uma crise de representatividade do patronato. Em países desenvolvidos, o percentual de adesão chega a 35%. Segundo estimativas de empresários, procuradores do trabalho e advogados especialistas em criação de sindicatos, 80% das quase 4.000 entidades patronais registradas no Ministério do Trabalho têm pouca ou nenhuma representatividade.
Uma pergunta que se faz constantemente é: “Qual o papel de um Sindicato Patronal moderno e como ele funciona?”. Conhecer bem esse papel pode ser o fator que incentivará novas empresas à adesão a um Sindicato Patronal. Muitas associadas afastam-se de seu Sindicato ou deixam de pagar suas contribuições e mensalidades por desconhecer totalmente o que a instituição faz ou poderia fazer a seu favor. Na verdade, muitos Sindicatos prestam pouquíssimos serviços aos seus associados, limitando-se a representá-los nas negociações coletivas, ou seja, fazendo exclusivamente o que a legislação determina. Esses Sindicatos não crescem, sobrevivendo enquanto perdurar a obrigatoriedade da contribuição sindical. Até quando essa fonte de receita será garantida?
Entendemos ser fundamental repensar o papel dos sindicatos patronais. Sair do assistencialismo, do protecionismo e evoluir para a busca de melhorias contínuas, repensando o modelo atual. O novo sindicato deve operar como indutor do crescimento do setor, buscando desenvolver novas tecnologias, inovar os processos e de gestão e de produção. Estimular o associativismo entre as empresas para o compartilhamento de informações, conhecimento, linhas de financiamento e insumos.
Planejar o futuro, além de uma grande tendência, se mostra necessário para mudar o perfil do setor, não só através da defesa, mas principalmente da preparação e educação das empresas que precisam da renovação para crescer, urgente e planejadamente.
Vivemos em era de mudanças, onde a profissionalização, capacitação e aquisição de ferramentas eficazes se tornam necessárias e prementes. O conhecimento é o bem intangível mais comercializado nos tempos de hoje em todo o mundo e ele transita por variados campos que devem interagir e praticar observância a especificidades inerentes a cada segmento de atuação empresarial.
Os empresários estão cada vez mais oprimidos pelo tempo curto diante de tantas novidades no campo da gestão empresarial e o custo das inovações nem sempre é baixo, então os sindicatos passam a ter um importante papel de consolidar conceitos, agregar conhecimento e amortecer custos a serem oferecidos aos seus associados como bens que, cada empresa sozinha não tem como promover.
Se associar a um sindicato que entende que é chegada à hora da união para o fortalecimento das partes, vai se tornar a grande solução, principalmente para empresas de pequeno e médio porte. Os sindicatos com isto ganham em eficiência e eficácia rumo ao cumprimento de sua missão intrínseca, a representatividade dos interesses comuns a um segmento empresarial.
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